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São Tomé e Príncipe pede desculpa por actos de vandalismo na embaixada portuguesa

Um cidadão são-tomense destruiu as instalações da embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe devido à demora no processamento de visto para viajar para Portugal. O Governo de São Tomé e Príncipe apelou a Portugal para que tenha uma “abordagem mais humana” na atribuição de vistos.

Nuno Ferreira Santos

O Governo de São Tomé e Príncipe pediu esta segunda-feira desculpa a Portugal pelos actos de vandalismo que ocorreram na embaixada portuguesa, mas pediu uma “abordagem mais humana” nos procedimentos para a atribuição de visto.

“São Tomé e Príncipe lamenta o ocorrido, desculpa-se perante a República Portuguesa e reafirma que jamais sustentará a prática de actos de vandalismo tenham eles a natureza e motivação que tiverem e seja onde for que ocorram”, refere um comunicado do gabinete da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Comunidades.

Segundo o documento, o Governo de São Tomé e Príncipe vai avançar com a abertura de inquérito. “Perante a gravidade dos actos cometidos, o Governo orientou os órgãos competentes para a abertura de um inquérito com vista ao apuramento de responsabilidades”, acrescenta.

Um cidadão são-tomense destruiu as instalações da embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe, alegadamente devido à demora no processamento de visto para viajar para Portugal, disse fonte policial. “Ele alega que fez um pedido de visto há 67 dias e, movido pela raiva, decidiu destruir as instalações da secção consular”, situada na capital, São Tomé, disse à imprensa o comandante distrital da polícia nacional, Faico Miguel.

Apesar de condenar os actos de vandalismo, o Governo apelou a Portugal para que tenha uma “abordagem mais humana” na atribuição de vistos.

“São Tomé e Príncipe, sem incorrer em ingerência em assuntos internos da República Portuguesa, nomeadamente, em relação aos procedimentos conducentes à obtenção de visto de entrada naquele país, manifesta, uma vez mais, junto das competentes autoridades portuguesas a necessidade de uma abordagem mais humana no que toca ao procedimento em causa, nomeadamente, ao nível de atendimento e tempo de resposta”, conclui.

A embaixada de Portugal escusou-se a prestar qualquer declaração aos jornalistas e ainda não se conhece o valor dos prejuízos causados.