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Nem "sair nem estar de joelhos". Portugal deve defender-se "no seio" da Europa

António Costa defende que a solução para o país passa por defender a sua posição dentro da União Europeia. Sair não é opção.

Nuno Ferreira Santos

O secretário-geral do PS defendeu este sábado que a solução para Portugal "não é sair, nem é estar de joelhos na Europa", mas sim defender o país "no seio da União Europeia".

"Sim, nós [PS] fazemos a diferença, porque para nós a solução não é sair da Europa, nem é estar de joelhos na Europa, é estar a defender Portugal no seio da União Europeia", disse António Costa, na Pousada do Alqueva, em Moura, no Alentejo.

O líder dos socialistas falava na sessão de encerramento da primeira de uma série de sete convenções regionais e uma nacional que o PS vai promover sob o lema Portugal é Europa. Que Europa no Futuro do Nosso País para lançar a campanha socialista para as eleições europeias deste ano.

Segundo António Costa, "é fundamental dar força ao PS na Europa", porque, "em primeiro lugar, se é necessário defender a Europa é preciso dar força àquele partido que em Portugal é desde sempre o partido mais europeísta, o partido mais defensor do projecto europeu".

"O partido, que, desde o pedido de adesão e até hoje, nunca teve dúvidas de qual era a sua posição: defender a integração de Portugal, o aprofundamento do projecto europeu, defender que haja cada vez mais Europa e maior solidariedade dentro da Europa".

"A segunda razão fundamental é porque o PS faz a diferença na Europa", continuou o também primeiro-ministro, referindo: "ainda nos lembramos todos como há dois anos havia uns que diziam que era preciso deixar a Europa ou pelo menos deixar o euro para nos podermos libertar da austeridade".

Já "outros diziam que se queríamos continuar no Euro e na Europa tínhamos de nos continuar a dobrar à austeridade. E nós [PS] conseguimos provar, porque fizemos a diferença, que era possível romper com a austeridade mantendo-nos no euro", afirmou.

Durante o actual Governo PS, lembrou, "foi possível devolver os salários que estavam cortados, foi possível devolver as pensões que tinham sido cortadas, foi possível voltar a investir no Serviço Nacional de Saúde, na Educação, foi possível reduzir os impostos sobre o trabalho".

"E conseguimos fazer isto tudo ao mesmo tempo que conseguimos ter o défice mais baixo da nossa democracia e conseguimos reduzir a nossa dívida pública", frisou.

O líder do PS disse que os portugueses "sabem bem porque é que importa defender a União Europeia", lembrando que "é graças à União Europeia que temos 32 anos de modernização, de progresso e de desenvolvimento, como era muito difícil imaginarmos que poderíamos ter tido se não estivéssemos na União Europeia".

Em Portugal, há vários "bons exemplos" de "como a solidariedade da União europeia foi decisiva" em várias áreas, disse, frisando, a título de exemplo, que o Alentejo está "transformado" pelo "gigantesco projecto do Alqueva", que foi feito porque "houve fundos da União Europeia" para o fazer.

"Portugal precisa de um PS forte na Europa", porque "há muito para lutar na União Europeia", defendeu, frisando que o país tem uma "luta importante": "o próximo quadro financeiro plurianual".

"Ou seja, que os fundos comunitários do próximo quadro de programação não vão cortar na coesão, não vão cortar no segundo pilar da política agrícola comum e vão continuar a financiar essas políticas que têm sido fundamentais para o nosso desenvolvimento", disse.