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Três russos e um ucraniano acusados de terem abatido o voo MH17

Foram emitidos mandados de captura internacionais e o início do julgamento foi marcado para Março do ano que vem. No aparelho seguiam 298 pessoas.

O avião das linhas aéreas da Malásia foi derrubado no Leste da Ucrânia em 2014 MAXIM ZMEYEV

Três separatistas russos e um ucraniano são acusados da morte das 298 pessoas que seguiam a bordo do voo MH17 ​da Malaysia Airlines, derrubado por míssil russo Buk em 2014, quando sobrevoava o Leste da Ucrânia, na viagem de Amesterdão para Kuala Lumpur.

Os procuradores holandeses que investigam o caso formularam esta quarta-feira as primeiras acusações e emitiram mandados de captura contra estes homens, que devem começar a ser julgados a 9 de Março de 2020, mesmo estando ausentes. Mais de metade das vítimas eram holandesas e cem dos passageiros eram médicos e cientistas que iam para uma conferência sobre o HIV/sida na Austrália.

O nome mais sonante é o do russo Igor Girkin, que foi ministro da Defesa do governo separatista da República Popular de Donetsk, apoiada por Moscovo é um ex-coronel dos Serviços Federais de Segurança (FSB, na sigla em russo). Conhecido também pelo nome Strelkov, foi um dos primeiros comandantes dos grupos que assumiram o controlo do Leste da Ucrânia e começaram os combates, diz o Guardian.

Sergei Dubinski foi operacional dos serviços secretos russos, e vice de Girkin no ministério da Defesa dos separatistas ucranianos. Oleg Pulatov fazia parte da espionagem militar russa e foi vice-director dos serviços secretos de Donetsk. Já o ucraniano Leonid Kharchenko não tem currículo militar, mas chefiou uma unidade de combate no Leste da Ucrânia, dizem os procuradores holandeses, citados pela Reuters.

“Embora estes suspeitos não tenham carregado no botão para lançar o míssil, suspeitamos que tenham cooperado de perto para obter o lançador de mísseis, com o objectivo de abater um avião”, afirmou o procurador-chefe holandês, Fred Westerbeke, citado pela Reuters.