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Príncipe André nega envolvimento nos crimes de Epstein

O milionário norte-americano suicidou-se na prisão, o que não pôs fim às suspeitas sobre o envolvimento de figuras poderosas e famosas nos crimes de que estava acusado.

Reuters/Toby Melville

O príncipe André, filho da rainha Isabel II do Reino Unido, negou ter tido qualquer envolvimento nos crimes de abuso sexual e tráfico de mulheres de que o norte-americano Jeffrey Epstein estava acusado, segundo um comunicado emitido no domingo pelo Palácio de Buckingham.

O americano Jeffrey Epstein, de 66 anos, suicidou-se na prisão no início do mês, quando aguardava julgamento: era acusado de dirigir uma rede de tráfico de mulheres (incluindo menores de idade) para fins sexuais.

“O duque de Iorque está horrorizado pelas notícias recentes dos alegados crimes de Jeffrey Epstein”, pode ler-se na declaração. “Sua alteza real deplora a exploração de qualquer ser humano e qualquer sugestão de que aceitaria, participaria ou encorajaria esse comportamento é abjecta.”

Os media britânicos publicaram no fim-de-semana imagens que dizem mostrar André, o segundo filho de Isabel II, a dizer adeus a uma mulher de dentro de uma mansão de Manhattan, propriedade de Epstein.

O The Mail disse que a fotografia tinha sido tirada em 2010 - dois anos depois de Epstein ter ficado registado como agressor sexual.

Documentos submetidos em tribunal mostram que Epstein tinha ligações ao príncipe e a outras personalidades, como os presidentes dos EUA Donald Trump e Bill Clinton.

Epstein começou a ser investigado em 2005, depois de a polícia ter recebido denúncias de que tinha abusado sexualmente de menores na sua mansão em Palm Beach. Em 2007, escapou às acusações de abuso sexual de dezenas de raparigas, entre 1999 e 2007, através de um acordo secreto. Em vez disso, deu-se como culpado por solicitar prostitutas e ficou registado como agressor sexual.

Não é a primeira vez que a amizade do príncipe André com Epstein cria problemas à família real britânica: em 2010 os dois foram fotografados em Nova Iorque o que gerou várias críticas.