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Mulher de Netanyahu admite responsabilidade criminal em caso de desvio de dinheiro público

Sara Netanyahu era acusada de fraude na gestão de dinheiro público por causa de encomenda de várias refeições de restaurantes de luxo, mas chegou a acordo com os procuradores e irá pagar uma multa.

Sara Netanyahu incorria num crime de fraude que poderia ditar uma pena de prisão DEBBIE HILL / EPA / POOL

A mulher do primeiro-ministro israelita, Sara Netanyahu, admitiu neste domingo em tribunal ter cometido o crime de desvio de dinheiro público ao ter encomendado refeições a restaurantes de luxo durante vários anos. A defesa da mulher de Benjamin Netanyahu chegou a acordo para o pagamento de uma multa, evitando a pena de prisão, diz a Reuters.

Netanyahu era acusada de ter agido de forma fraudulenta em conluio com um funcionário do Governo para conseguir encomendar várias refeições de restaurantes de luxo, no valor de cem mil dólares (89 mil euros), apesar de existir um cozinheiro a trabalhar na residência oficial do primeiro-ministro.

Em tribunal, os procuradores deixaram cair a acusação inicial de fraude e o juiz acabou por condenar Sara Netanyahu por se ter beneficiado conscientemente com a apropriação indevida de dinheiro público feita pelo funcionário. O acordo prevê que Netanyahu pague uma indemnização de 45 mil shekel (11 mil euros) e uma multa de dez mil shekel (2470 euros).

Durante a audiência, a ré recebeu uma mensagem em papel do marido, que foi fotografada pelo site de notícias israelita YNet, em que se podia ler “Iremos superar isto também. Sê forte!”, segundo a Reuters.

O procurador Erez Padan admitiu, citado pelo jornal Haaretz, que a acusação fez “concessões significativas” para conseguir alcançar “um acordo correcto e equilibrado”. “A acusação tem noção de que não existe uma correlação integral entre a soma [paga por Netanyahu] e a ofensa criminal, porém, no enquadramento do procedimento legal uma correlação total não é obrigatória”, explicou Padan.

O desfecho do caso representa uma lufada de ar fresco bem-recebida por Benjamin Netanyahu, que também está envolvido em suspeitas de corrupção. Em Fevereiro, o procurador-geral disse que iria apresentar acusações de fraude e corrupção contra o primeiro-ministro, mediante um interrogatório marcado para o início de Outubro, duas semanas depois das eleições gerais marcadas para 17 de Setembro.

Em Abril, apesar de ter vencido as eleições, Netanyahu não conseguiu chegar a um acordo de coligação para formar Governo.