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Ministério Público pede pena de morte para o autor de massacre em escola da Florida

O ex-aluno de 19 anos já tinha sido identificado como potencialmente perigoso antes do ataque.

Nikolas Cruz tinha sido expulso da escola onde disparou a matar Reuters/POOL

Os procuradores do Ministério Público do condado de Broward, estado norte-americano da Florida, pedem pena de morte para Nikolas Cruz, o atirador responsável pelo massacre ocorrido a 14 de Fevereiro na Escola Secundária de Marjory Stoneman Douglas. A notícia está a ser avançada esta terça-feira pela Associated Press e pela imprensa norte-americana.

O procurador-geral do condado de Broward, Michael Satz, preencheu o pedido oficial nesta terça-feira, no entanto, ressalva a AP, isso não quer dizer que não se chegue a um acordo com a defesa de Nikolas Cruz. Diz ainda a AP que o cenário alternativo em cima da mesa é a prisão perpétua, sem possibilidade de saída antecipada.

Nikolas Cruz, de 19 anos, matou 17 pessoas. Tinha sido expulso do liceu acabou por perpetrar o ataque porque já tinha sido "identificado como uma potencial ameaça para os colegas estudantes no passado", como disse em Fevereiro um dos professores da escola secundária.

Após o ataque, Nikolas Cruz colocou-se em fuga, tendo sido detido cerca de uma hora depois numa cidade próxima, Coral Springs.

Era obcecado por armas e participou em programas de treino militar para menores, revelaram após a sua detenção fontes do Pentágono citadas pela agência AFP.

São estes, aliás, os argumentos utilizados pela defesa de Cruz. Howard Finkelstein, o advogado de defesa de Cruz atribuído pelo Ministério Público, argumenta que dado que existiam tantos avisos sobre os distúrbios mentais e potencialmente perigosos de Cruz — ignorados pelas autoridades —, a pena de morte pode ser considerada excessiva.