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Espiral de violência israelo-palestiniana após morte de comandante da Jihad Islâmica

O grupo disparou mais de 500 rockets contra o Sul de Israel, levando as Forças de Defesa do Estado hebraico a retaliar. Hamas também garantiu que vai responder.

Baha Abu Al-Atta e a sua mulher foram mortos num ataque com um míssil LUSA/MOHAMMED SABER

Israel realizou esta terça-feira novos ataques contra alvos em Gaza, depois do disparo de rockets em retaliação pela morte morte de um dirigente da Jihad Islâmica. Mais de 500 rockets foram disparatos contra Israel a partir do território palestiniano.

A violência escalou depois da morte do comandante Baha Abu al-Ata. Mais quatro palestinianos foram mortos (os serviços de saúda palestinianos falam em 30 feridos). No lado israelita, houve um morto.

As Forças de Defesa de Israel disseram que os alvos foram posições da Jihad Islâmica e, em concreto, aquilo a que chamaram um “túnel do terror”, que se suspeita ir ser usado para atacar civis em Israel. Foram também atacadas fábricas e zoans de armazenamento do grupo terrorista.

As forças israelitas mataram o líderes do grupo terrorista palestiniano na madrugada desta terça-feira. Esta vaga de ataques ataque de Israel marca um novo ponto alto de tensão na longa história de violência entre os dois lados e levou à aproximação entre grupos islamistas rivais.

O primeiro ataque ocorreu no distrito de Shejai, em Gaza, quando a casa do comandante Baha Abu Al-Atta foi atingida por um míssil. O ataque matou também a mulher de Al-Atta e causou ferimentos a outras duas pessoas.

Num comunicado, o Exército israelita disse que o ataque foi autorizado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu – que acumula o cargo de ministro da Defesa. Al-Atta era acusado por Israel de ser o principal responsável por uma série de ataques recentes contra o território israelita, com rockets, drones e atiradores furtivos.

A Jihad Islâmica confirmou a morte de Baha Abu Al-Atta e prometeu retaliar contra Israel. Numa primeira resposta, o grupo palestiniano disparou uma série de rockets contra o Sul de Israel.

Pouco depois do ataque contra Baha Abu Al-Atta, outro líder da Jihad Islâmica Palestiniana, Akram al-Ajouri, era morto na sua casa em Damasco, capital da Síria. O ataque, com um rocket, matou também o filho do líder islamista.

A Jihad Islâmica Palestiniana é apoiada pelo Irão e é o segundo maior grupo militante a operar na Faixa de Gaza. Os dois ataques israelitas desta terça-feira levaram o Hamas – um dos rivais da Jihad Islâmica e responsável pela administração da Faixa de Gaza – a prometer que “não ficarão sem resposta”.