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Família e relações

Um bom casamento é uma anedota

Existe um segredo para manter o casamento, acredita a escritora Lindsay Detwiler.

ADRIANO MIRANDA / PUBLICO

Aos 23 anos, no dia do seu casamento, enquanto dizia os votos, a então jovem Lindsay Detwiler viu "caminhadas românticas na praia, beijos doces e uma vida de memórias felizes". Então, achava que o casamento ia ser a "maior bênção" da sua vida, escreve no Huffington Post.

Cinco anos depois, a visão de perfeição tinha-se transformado em "discussões estridentes sobre roupa suja e listas de tarefas inacabadas". "As promessas dos nossos votos costumam ser esquecidas nas nossas batalhas de gritos por causa de dinheiro, de tarefas domésticas e do cansaço quotidiano", reconhece a agora autora de romances e professora de Inglês.

O casal descobriu o que outros, antes e depois dele, descobriram: o casamento não é fácil, nem sempre é divertido, em suma, não é perfeito. Então qual é o segredo para manter o casamento? 

"Há quem diga que é amor verdadeiro. Outros poderão dizer que é a nossa ligação predestinada, o nosso destino. Alguns poderão dizer que é a nossa teimosia e perseverança", enumera a autora, acrescentando que ao reflectir na sua relação sabe que o que a une ao marido é... o riso. "O riso é a chave", declara.

Embora Lindsay Detwiler e o marido sejam o oposto um do outro – ele é extrovertido e ela é introvertida; ele é gastador e ela é poupada; e divergem em quase tudo, da política à religião –, são as suas diferenças que tornaram a relação "interessante, repleta de compromissos e por vezes bastante desafiante". O que têm em comum? O sentido de humor.

"Desde o primeiro dia, conseguimos encontrar o riso no nosso quotidiano. Partilhamos o mesmo sentido de humor e rimo-nos das mesmas piadas. Ambos adoramos rir e rimos com frequência", conta a professora que está casada há 17 anos e para quem o riso é importante na relação, assim como a capacidade de desdramatizar. "Desde mortes a situações financeiras inquietantes, a nossa capacidade de desdramatizar o carácter temporário da vida para ver os seus aspectos mais alegres uniu-nos."

Mas a autora chama a atenção que não vale a pena casar com um tipo engraçado, é necessário que com esse tipo se tenha uma relação profunda e de cumplicidade. "Somos muito diferentes das pessoas que subiram ao altar há uns anos e fizeram promessas de amor eterno. Mudámos e aprendemos muito sobre o que é necessário para ficar com alguém durante todas as mudanças da vida. Ainda assim, agarramo-nos à nossa eternidade com o nosso amor, os nossos votos e o nosso sentido de humor", conclui.