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A KLM vai passar a voar de comboio

Companhia diz-se apostada em ser mais ambientalmente sustentável e reduzir emissões de carbono. Na Primavera retira um voo diário Bruxelas-Amesterdão e substitui-o por viagem de comboio.

Kacper Pempel/Reuters

A KLM, que há pouco tempo já tinha inovado sugerindo que se voasse menos e se viajasse mais de comboio, confirmou que vai retirar um dos voos Bruxelas-Amesterdão, passando os passageiros a efectuar a rota sobre carris, num comboio de alta velocidade. 

A companhia, que tem desenvolvido vários projectos para afirmar-se como ambientalmente sustentável – incluindo o apoio ao avião em forma de V, um projecto que procura voar com menos combustível –, tem actualmente cinco voos diários entre as capitais belga e holandesa e a garantia é a de que, a partir de Março, haverá menos um, passando um comboio Thalis a prever capacidade e serviços para acolher os passageiros da KLM. A empresa promete que o serviço a bordo será o mesmo que no avião.

É mais um passo na prossecução de um objectivo que a companhia, parte do grupo Air France, já tinha divulgado nos seus planos a médio e longo prazo: a redução de voos considerados muito curtos entre algumas cidades, desde que estes possam ser substituídos por viagens igualmente rápidas e confortáveis de comboio, indicavam.

O plano (que se poderia resumir como “mais comboios, menos aviões") integra a KLM, a Thalys e a NS, a companhia ferroviária. “O plano intermodal de transportes envolvendo comboios e aviões continua a ser um tema complexo e desafiador”, comenta Pieter Elbers, presidente da KLM, citado em comunicado. “A velocidade é a chave, não só em termos do comboio, mas também do processo de transfer no aeroporto”, sublinha, garantindo que a empresa quer “atingir o máximo progresso nas duas áreas”. 

Esta primeira substituição de voo por comboio é “uma boa forma de ganhar experiência com os serviços Air&Rail”, refere. Os clientes podem comprar o “voo sobre carris” no site da KLM, a transferência de bagagem é assegurada e haverá um check-in específico no aeroporto de Schiphol para estes passageiros.

A empresa admite que as restrições de slots no aeroporto de Schiphol também têm influência na busca de alternativas, mas que acima de tudo o projecto se insere num já antigo lema, Fly Responsibly, voar responsavelmente, um plano global que inclui todas as iniciativas da empresa para um futuro mais sustentável da aviação e que tem como pilar fundamental a redução de emissões de CO2 (e a sua compensação pela companhia e passageiros).