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Streaming Disney+, com filmes e séries Marvel e Star Wars, chega a Portugal este Verão

Plataforma será uma nova entrada num mercado em expansão no mundo e no território nacional — são as “streaming wars”. Vai custar 6,99 euros por mês.

Uma das imagens do ambiente do novo serviço Disney

O serviço de streaming Disney+, que deterá o exclusivo do catálogo dos estúdios Disney bem como da Marvel, Pixar, Fox, National Geographic e Lucasfilm, vai chegar a Portugal no Verão deste ano, anunciou na madrugada desta terça-feira a empresa. O preço da subscrição será de 6,99 euros ou de 69,99 euros por uma assinatura anual, indica a Disney em nota enviada às redacções. 

Em comunicado, a Disney explica ainda que antecipa o seu lançamento para a Europa Ocidental já para 24 de Março. Portugal encontra-se num segundo grupo, ao lado da Bélgica e dos países nórdicos, que são remetidos para o Verão sem se precisar a data exacta de lançamento.

O Disney+ é um dos grandes agentes nas actuais “streaming wars”, a corrida dos estúdios, canais e grandes grupos de media norte-americanos pelo domínio de um mercado de audiovisual digital inaugurado e dominado pela Netflix e seus cerca de 159 milhões de assinantes. Na semana passada, a consultora Sensor Tower indicava, citada pelo jornal USA Today, que desde o seu lançamento o Disney+ já angariou 41 milhões de subscritores. 

A sua chegada à Europa segue-se a uma estreia nos EUA em Novembro de 2019 (está também presente no Canadá, Austrália, Nova Zelândia e no mercado europeu que lhe serviu de balão de teste, a Holanda) marcada por novidades como a série The Mandalorian, a primeira declinação televisiva em acção real do milionário franchise Star Wars. A revista especializada Hollywood Reporter estima que a Disney esteja a investir 21,6 mil milhões de euros na operação de programação do Disney+.

A sua oferta incluirá originais exclusivos, como as séries Marvel WandaVision, Loki ou Falcon and The Winter Soldier, magazines como The World According To Jeff Goldblum mas também e cada vez mais os novos filmes produzidos pelo vasto império Disney — quando chegar ao mercado de home videoToy Story 4, por exemplo, já só estará no Disney+. 

A Netflix mudou este mercado, que actualmente compete com a televisão por subscrição (cabo, satélite, IPTV) e com a televisão linear ou generalista, logo em 2013 quando se lançou na produção original (com a série House of Cards) além da sua biblioteca de filmes e séries de outros produtores, canais e estúdios. As mudanças de hábitos de consumo, aliadas às movimentações do mercado, tornaram o streaming num terreno essencial para a indústria de cinema, televisão e audiovisual e nos últimos meses sucedem-se as iniciativas de grupos como a NBCUniversal (Comcast), a HBO (WarnerMedia) ou, no digital, a Apple, para produção própria e/ou aproveitamento dos seus conteúdos originais em plataformas exclusivas.

Em Portugal estão actualmente presentes a Netflix, a Amazon Prime Video, a HBO Portugal e a Apple TV+, só para falar de operações estrangeiras. Existem também serviços de vídeo on demand de base nacional ou adaptados ao mercado como o Nos Play, a Fox+, o Filmin ou a plataforma do Canal Q, o Q Play. No que toca aos preços, a nova plataforma chegará no meio da tabela em relação aos principais players: a HBO Portugal, Amazon Prime, e Netflix, por exemplo, têm mensalidades a partir de 4,99 euros, 5,99 euros e 7,99 euros, respectivamente. 

A fatia do mercado do audiovisual dedicada ao streaming está em crescimento em Portugal — que continua a ser o país da Nos, Meo, Vodafone ou Nowo, com a televisão por subscrição a ser detida por 86% das famílias, segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom). Embora a Anacom não tenha dados mais recentes do que o primeiro semestre de 2018 sobre o streaming, estes indicavam já que 8,1% dos indivíduos com 10 ou mais anos eram subscritores de serviços de vídeo streaming on demand, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Barómetro de Telecomunicações da Marktest indicava por seu turno que até Agosto de 2019 havia já 1,5 milhões de portugueses que assinam serviços de streaming de filmes e séries.

Notícia corrigida: ordem de preços de subscrição dos serviços em Portugal